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O PSDB está zureta

Sem unidade em torno da pré-candidatura de João Doria ao Planalto, o partido vê crescer os atritos internos e aguarda uma debandada no mês que vem
O PSDB está zureta
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O PSDB se prepara para perder em torno de 10 parlamentares federais e vários estaduais na janela partidária — de 3 de março a 1º de abril –, quando deputados poderão trocar de partido sem perder o mandato.

A maior parte deles não concorda com a pré-candidatura de João Doria à Presidência da República. A avaliação é a de que não faz sentido “carregar o peso de uma candidatura com alto nível de rejeição e baixíssimo nível de intenção de voto”, nas palavras de um ainda tucano.

Nesta semana, como noticiamos, Aécio Neves, Eduardo Leite, Tasso Jereissati, José Aníbal e Pimenta da Veiga — que, em tese, não estão entre os pretendem deixar a sigla — se reuniram para justamente discutir o cenário nacional e a pré-candidatura de Doria, de quem decidiram cobrar um “plano de voo”.

O Antagonista apurou que o grupo também concluiu que a pré-campanha de Doria provoca “impacto muito negativo em alianças estaduais, seja na formação das chapas para Câmara e Assembleias, seja nas coligações majoritárias”.

Aliados de Doria, como igualmente registramos, consideraram que o grupo de Aécio “fracassou”, se a intenção era criar um clima ruim no partido — o mineiro já rebateu. Mas o entendimento do grupo anti-Doria é o de que o encontro serviu, sim, como “alerta”.

Um tucano de penas brancas afirmou a este site, pedindo reserva:

“O que se quer é que essa discussão seja ampliada. Há uma preocupação de que, se em São Paulo, onde ele [João Doria] deveria estar tendo uma boa largada, com todo o espaço de mídia, obras, realizações, enfim, ele está nesse patamar, então há preocupação de que ele poderá diminuir ainda mais esse patamar quando deixar o governo e perder a visibilidade lá. O partido não pode ser levado praticamente à extinção ou à insignificância em razão de uma candidatura que não mostrou capacidade de construir alianças e se viabilizar. É um alerta, sim.”

Ainda na visão do grupo anti-Doria, a saída do governador do Palácio dos Bandeirantes, até 2 de abril — seis meses antes do pleito –,“atende muito mais a interesses do vice-governador, Rodrigo Garcia, que quer assumir o governo, do que o interesse do partido no restante do país”.

Nas Minas Gerais de Aécio Neves, o PSDB faz jogo duplo: uma parte — a oficial — pode até estar na campanha de Romeu Zema à reeleição, inclusive tentando coligação e indicação de vice, mas o chamado “PSDB das sombras” estaria fechado com quem puder tirar o governador do Novo do poder — nesse sentido, a candidatura de Alexandre Kalil (PSD), atual prefeito de Belo Horizonte, poderia ser o “Cavalo de Troia” desses tucanos. Como mostramos nesta semana, Kalil deve abrir espaço em seu palanque para Lula — o PT tenta emplacar o vice.

O PSDB está zureta.

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