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Servidores começam protestos com paralisação no Banco Central

Elite do funcionalismo quer um reajuste salarial de 28% para repor as perdas inflacionárias acumuladas entre janeiro de 2017 e dezembro de 2021
Servidores começam protestos com paralisação no Banco Central
Foto: Antonio Temóteo/O antagonista

As manifestações dos servidores públicos federais em Brasília começaram nesta terça-feira (18) com uma paralisação no Banco Central (BC). A elite do funcionalismo quer um reajuste salarial de 28% para repor as perdas inflacionárias acumuladas entre janeiro de 2017 e dezembro de 2021. 

Pelo menos 200 pessoas estão na portaria do edifício sede do BC. Um carro de som está no local e várias pessoas se revesam nos discursos. O grupo pede, além do reajuste, que o governo retome uma mesa permanente de negociações com os servidores. 

O grupo promete uma greve geral do funcionalismo público a partir da segunda quinzena de fevereiro, se os pedidos não forem atendidos até o fim de janeiro.

Paulo Guedes é contra a concessão de reajustes para servidores. Segundo o ministro, o aumento de salários pressionaria a inflação e afetaria negativamente as contas públicasA decisão final sobre o assunto, como mostramos, cabe ao presidente Jair Bolsonaro.

O movimento ganhou força após o Congresso aprovar o Orçamento de 2022 com uma reserva de recursos de R$ 1,7 bilhão para reajustar, em tese, apenas os salários das carreiras policiais. A previsão da despesa foi um pedido direto de Bolsonaro aos parlamentares e gerou revolta entre as demais categorias. 

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