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Sindicatos tentam mobilizar servidores para greve geral na segunda quinzena de fevereiro

Uma paralisação está marcada para 18 de janeiro. Às 10h, um protesto será realizado no Banco Central (BC); e às 14h, um ato será realizado no Ministério da Economia
Sindicatos tentam mobilizar servidores para greve geral na segunda quinzena de fevereiro
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Sindicatos e associações pretendem organizar uma greve geral de servidores públicos federais, a partir da segunda quinzena de fevereiro, se o governo não reajustar os salários das categorias.

Antes da greve geral, uma paralisação está marcada para 18 de janeiro. Às 10h, os servidores farão um protesto no Banco Central (BC), em Brasília; e às 14h, no Ministério da Economia, onde Paulo Guedes despacha. O movimento ganhou força após o Congresso aprovar o Orçamento de 2022 com uma reserva de recursos de R$ 1,7 bilhão para reajustar apenas os salários das carreiras policiais.

Paulo Guedes é contra a concessão de reajustes para servidores. Segundo o ministro, o aumento de salários pressionaria a inflação e afetaria negativamente as contas públicas, já em frangalhos. A decisão final sobre o assunto, como mostramos, cabe ao presidente Jair Bolsonaro.

“Bolsonaro prometeu o reajuste para as carreiras policiais, depois voltou atrás diante da onda de protestos. Se der reajuste para os policiais, ele vai criar uma crise com os demais. Se der para todos os servidores, o reajuste será pífio porque só há R$ 1,7 bilhão reservado no orçamento. Se o presidente não der o reajuste, vai criar um outra crise”, disse um assessor do Palácio do Planalto.

São esperados no primeiro dia de manifestações servidores da Receita Federal, do BC, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Controladoria-Geral da União (CGU), do Tesouro Nacional, servidores da Superintendência de Seguros Privados( Susep), das agências de regulação, do Itamaraty, auditores do trabalho, auditores fiscais federais agropecuários, gestores, além de servidores do Legislativo, do Judiciário e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Um dos organizadores dos protestos, Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estados (Fonacate), afirmou que o prazo para os servidores pressionarem o governo por aumentos salariais é curto. A lei brasileira determina que reajustes só podem ser concedidos até seis meses antes das eleições, em 3 de abril.

“Se os protestos de janeiro não surtirem efeito, vamos trabalhar para organizar nos 10 primeiros dias de fevereiro uma greve geral a partir da segunda quinzena do mês”, disse.

Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, afirmou que as demais categorias do funcionalismo devem aderir aos protestos e, eventualmente, a greve geral. Ele representa os servidores federais de nível médio, conhecidos como os “carregadores de piano” na Esplanada dos Ministérios. Se esse grupo aderir ao movimento, a tendência é de paralisia completa da máquina pública.  

“Vamos nos mobilizar. Temos reuniões marcadas para 14 de janeiro e devemos nos unir com as demais categorias para cobrar do governo um reajuste salarial”, afirmou.

Os sindicatos reclamam que o governo acabou com as mesas permanentes de reuniões e não há qualquer debate sobre o assunto. Essa negociação permanente caberia ao Ministério da Economia. Procurada, a pasta não se manifestou.

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