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Oposição promete obstruir PEC kamikaze e líderes já falam em adiar votação para quinta

Para acelerar a tramitação do texto, ele será anexada a uma outra Proposta de Emenda Constitucional – a dos biocombustíveis
Oposição promete obstruir PEC kamikaze e líderes já falam em adiar votação para quinta
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Após reuniões de lideranças com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), integrantes de partidos de oposição como o PDT, PCdoB, PSOL, PT e PSB prometeram obstruir a votação da PEC kamikaze.

Por isso, o Centrão já admite que a votação da proposta deve acontecer na quinta ou no início da semana que vem.

Para acelerar a tramitação da PEC kamikaze, ela será anexada a uma outra Proposta de Emenda Constitucional – a dos biocombustíveis – cujo relatório ainda precisa ser lido em comissão especial. A análise do parecer acontecerá amanhã pela tarde.

A oposição, porém, promete apresentar o chamado ‘kit obstrução’ para atrasar a votação do texto do relator Danilo Forte (União-CE).

Mesmo que o parecer seja aprovado amanhã na comissão – e assim, a proposta poderia ir para o plenário -, os deputados de oposição vão apresentar uma série de requerimentos na reta final de votação da proposta para atrasar mais ainda a tramitação da PEC.

Entre os pedidos, estarão requerimentos de retirada de pauta, requerimentos de adiamento de discussão, entre outros previstos regimentalmente.

Já antevendo esse cenário, Lira indicou hoje a líderes partidários que a proposta não deve ser votada amanhã. A tendência é que o presidente da Câmara sugira um acordo para que o texto seja discutido hoje e amanhã para votá-lo na quinta-feira próxima ou terça da semana que vem.

A oposição reclama que os prazos regimentais não podem ser atropelados. Integrantes de PT, PCdoB, PDT também trabalham para aumentar os benefícios da PEC. Eles são a favor do chamado auxílio-Uber.

O relator da proposta é outro a favor do benefício e vem sendo pressionado a incluir um auxílio aos motoristas de vans escolares. O governo é contra qualquer mudança no texto, já que isso obrigaria a proposta a ser novamente votada pelos senadores.

E o governo tem pressa. Afinal de contas, como mostramos, até Bolsonaro já entendeu que essa é a sua última chance para tentar se reeleger em 2022.

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