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Para apoiar Lula, PSOL vai acabar engolindo a aliança com Alckmin

Deputados Talíria Petrone e Ivan Valente criticam a parceria do ex-presidente petista com o ex-tucano, mas falam em derrotar Bolsonaro como prioridade
Para apoiar Lula, PSOL vai acabar engolindo a aliança com Alckmin
Foto: Alexandre Carvalho/A2img

Como registramos na noite de ontem, o PT adiou em uma semana o evento que servirá de lançamento da pré-candidatura de Lula (foto).

A mudança, segunda a deputada Talíria Petrone, do PSOL do Rio de Janeiro, ocorreu após um “diálogo” entre os dois partidos, porque a data inicialmente reservada pelos petistas, 30 de abril, coincidiu com a reunião dos psolistas para decidir os rumos das eleições deste ano.

“Houve um diálogo para adiar o lançamento [da pré-candidatura de Lula], para que o evento fosse depois da nossa conferência eleitoral e para que, oficialmente, já possamos ter a nossa deliberação [antes do evento com o PT]”, disse ela a O Antagonista.

No fim de março, um grupo de militantes do PSOL divulgou um documento, com mais de 600 assinaturas, criticando a aliança entre Lula e Geraldo Alckmin (foto). O texto dizia, entre outras coisas, que o PSOL “não tem vocação para ser puxadinho do PT”. Ainda no ano passado, o próprio presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, já havia dito que a parceria ‘Lulalckmin’ era “descabida”. Guilherme Boulous falou em “mau sinal”.

Talíria Petrone afirmou, nesta terça-feira (12), que há “uma maioria partidária consolidada” para que o PSOL apoie Lula já no primeiro turno, a despeito de resistências internas de alguns grupos que defendem candidatura própria, com Boulos ou com o deputado federal Glauber Braga, do Rio de Janeiro.

“Alckmin não é o vice que queríamos. Não devemos governar com quem abriu caminho para este horror [do governo Bolsonaro], mas a nossa prioridade agora é a unidade para derrotar Bolsonaro”, disse Talíria.

O deputado Ivan Valente, do PSOL de São Paulo, também afirmou a este site não haver “divisão interna” sobre apoio da sigla na corrida presidencial.

“A chance de termos candidato próprio é zero. O PSOL não apoia Alckmin como vice, mas não tem correlação de forças para a sua posição. E a tarefa principal agora é derrotar o ‘genocida’.”

Boulos, como temos noticiado, deve acabar se candidatando a uma vaga na Câmara, com a promessa de ser apoiado pelo PT na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024.

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