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Nem imprensa, nem imprensa

No Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, o jornalismo é ameaçado tanto por Lula quanto por Bolsonaro
Nem imprensa, nem imprensa
Fotos: Alan Santos/PR e Ricardo Stuckert/Instituto Lula

A liberdade de imprensa no Brasil, na última década, caiu de 0,94 para 0,54, num índice que vai de 0 a 1.

O Estadão comentou, em editorial sobre o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa:

“É alarmante – e sintomático – que os dois movimentos políticos que lideram as pesquisas de intenção de voto sejam os mais hostis à imprensa independente da Nova República.

Lula da Silva já disse que o ‘controle social da mídia’ é uma de suas prioridades. Jornalistas que cobrem eventos do PT são ainda hoje hostilizados e agredidos, e não surpreende que o lulopetismo tenha consagrado a expressão ‘Partido da Imprensa Golpista’.

Tampouco surpreende que Jair Bolsonaro tenha dito que ‘o maior problema do Brasil não é com alguns órgãos, é a imprensa’. Em seu mandato, a opacidade e a hostilidade à imprensa transformaram-se em políticas de governo. O decreto de sigilos e as restrições à Lei de Acesso à Informação se multiplicaram. Diretores de órgãos de Estado que divulgam dados incômodos são sistematicamente exonerados e vilipendiados. As redes sociais bolsonaristas foram alçadas a instrumentos de consulta pública. Ao mesmo tempo, o governo editou decretos alterando abruptamente regras de publicações de editais e documentos societários assumidamente para prejudicar órgãos de imprensa. Quando o próprio presidente chega a ameaçar ‘encher’ um jornalista de ‘porrada’, não surpreende que os ataques morais e físicos a jornalistas tenham aumentado.”

Lula e Jair Bolsonaro representam o único nem-nem que deve ser referendado nas urnas: nem imprensa, nem imprensa.

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