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O sistema tem sua própria 'Terceira Via'

João Doria terá em seu palanque o ex-governador paranaense Beto Richa, preso pela Lava Jato, mas beneficiado por decisões de Gilmar Mendes
O sistema tem sua própria Terceira Via
Foto: Twitter do PSDB

O Antagonista registrou que Cesar Silvestri Filho trocou o Podemos pelo PSDB no Paraná, mas isso pouco importa. O que interessa é a imagem de João Doria e Beto Richa juntinhos no palanque.

Desde 2018, o ex-governador do Paraná se tornou réu em oito processos e chegou a ser preso. Richa foi alvo das operações Rádio Patrulha, Piloto, Quadro Negro e Integração. Beneficiou-se de decisões que enviaram sete desses inquéritos para a Justiça Eleitoral.

A única ação que ainda tramita na Justiça Comum é uma denúncia decorrente da delação de executivos da Odebrecht, que disseram ter repassado R$ 7,5 milhões em propina ao tucano.

Várias decisões que beneficiaram Richa, inclusive o recente desbloqueio de bens da mulher e do filho, saíram da caneta de Gilmar Mendes, por mérito do advogado José Roberto Santoro, também advogado de Paulo Preto e ligado aos tucanos.

Em agosto do ano passado, Doria foi só elogios a Richa, que passou a apoiá-lo nas prévias tucanas. “É um grande brasileiro, grande paranaense, grande patriota. O destino, Deus, quis que nos mais uma vez pudéssemos estar juntos.”

Questionado pela imprensa, o governador de São Paulo se disse “solidário” a Richa. “Beto Richa não foi condenado, ele está respondendo a processos e ao que sei até já venceu alguns desses processos que, ao meu ver, foram injustos.”

Quando autorizou uma das operações contra Richa, Moro escreveu que não se tratava de “crime trivial”, mas de “práticas de crimes de grande corrupção e de complexas operações de lavagem de dinheiro”.

A Terceira Via é uma só, o resto é armadilha.

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