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A única saída de Doria é o PSDB

Ao insistir em projeto presidencial sem apoio da legenda, ex-governador corre o risco de ficar sozinho e sem espaço político; segunda-feira será o 'dia D'
A única saída de Doria é o PSDB
Foto: Adriano Machado/Crusoé

João Doria foi encurralado pela cúpula do PSDB. Embora tenha sido escolhido nas prévias como nome a ser indicado à corrida presidencial, o partido resolveu não ter candidato próprio. Na prática, tornou nula sua eleição interna.

Ontem, a sigla endossou o nome de Simone Tebet para encabeçar a chapa formada por MDB, PSDB e Cidadania. A vaga de vice permanece aberta e, diante da resistência de Doria, foi oferecida a Tasso Jereissati.

Como publiquei há pouco, até a turma de Aécio Neves resolveu se mexer para ocupar o espaço, mas o nome do mineiro enfrenta resistência. Na verdade, Aécio tem outros planos, o que me leva a crer que tudo não passa de jogo de cena — talvez para pressionar Doria, talvez para criar mais confusão.

Há uma diferença clara entre Tasso e Aécio. O senador sempre trabalhou pela chapa do tal centro democrático para resgatar espaço político para o MDB, enquanto o mineiro se movimentou para pulverizá-la e abrir espaço para a reeleição de Jair Bolsonaro, do qual se tornou devedor.

Aécio recobrou relevância legislativa pelas mãos de Arthur Lira e Eduardo Bolsonaro, que lhe deram aval para assumir a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Também por meio de Lira, o tucano obteve recursos para parlamentares do PSDB mineiro, que anda enfraquecido e pode amargar derrota ainda maior em outubro.

Tasso, por sua vez, tornou-se essencial nas conversas com o MDB e o Cidadania, tendo sido responsável pela interlocução com o mercado financeiro — o mesmo que rejeitou o nome de Luciano Bivar na chapa de Tebet. O senador pode até topar ser vice de Tebet, mas também gosta da ideia de uma chapa feminina, como revelamos há pouco.

O fato é que o espaço político de Doria está se fechando. Sua resistência a ‘jogar com o partido’ também prejudica a candidatura de Rodrigo Garcia ao governo de São Paulo. Ao fim, o ex-governador corre o risco de ficar sozinho, o que pode ser fatal também para seus negócios privados na Lide.

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