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Software espião invadiu celular do primeiro-ministro da Espanha

Governo diz que hackers usaram o Pegasus para extrair 2,6 GB de dados do aparelho de Pedro Sánchez; autoridade europeia pediu a proibição do programa
Software espião invadiu celular do primeiro-ministro da Espanha
Reprodução/Flickr

O governo da Espanha informou nesta semana que o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez (foto), e a ministra espanhola da Defesa, Margarita Robles, foram espionados pelo programa israelense Pegasus, informa a agência France Presse.

Em entrevista coletiva convocada com urgência em Madri na última segunda (2), o ministro da Presidência —cargo espanhol semelhante à Casa Civil brasileira—, Félix Bolaños, afirmou que os celulares de Sánchez e Robles foram invadidos em 2021 pelo programa de espionagem criado pela empresa israelense NSO, alvo de investigações em todo o mundo.

Sem indicar quem estaria por trás da invasão, Bolaños disse que o caso é “de enorme gravidade” e que o governo tem “absoluta certeza de um ataque externo”. Segundo El País, os hackers extraíram 2,6 GB de dados do celular de Sánchez na primeira invasão e 130 MB na segunda, além de nove MB do celular de Robles.

Nesta terça (3), o jornal espanhol informou que o Parlamento Europeu deve promover na próxima quinta (5) a primeira reunião da comissão que criou para investigar o assunto. A Autoridade Europeia para a Proteção de Dados já pediu a proibição de softwares como o Pegasus, alegando que são muito difíceis de controlar e colocam em risco os direitos e liberdades fundamentais.

No ano passado, Crusoé mostrou que pelo menos 50 mil pessoas tiveram seus celulares invadidos pelo software espião, usado em muitos casos por ditaduras e regimes autoritários para perseguir opositores e jornalistas. Como O Antagonista revelou um ano atrás, o governo de Jair Bolsonaro esteve próximo de comprar esse mesmo programa.

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