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Reino Unido: Dois ministros renunciam em resposta a escândalo que pode derrubar Boris Johnson

Os ministros da Economia e da Saúde saíram após o premiê assumir que estava a par de acusações de assédio sexual contra o "vice-líder da maioria" no parlamento, Chris Pincher
Reino Unido: Dois ministros renunciam em resposta a escândalo que pode derrubar Boris Johnson
Reprodução

Dois dos principais membros do governo do primeiro-ministro Boris Johnson (foto), no Reino Unido, renunciaram nesta terça-feira (5), como decorrência de mais um escândalo que pode derrubá-lo do poder.

Os ministros da Economia, Rishi Sunak, e da Saúde, Sajid Javid, apresentaram seus respectivos pedidos de demissão na mesma hora, após Johnson assumir que estava a par de acusações de assédio sexual contra o “vice-líder da maioria” no parlamento, Chris Pincher.

“É com enorme pesar que devo dizer a vocês que não posso mais, em sã consciência, continuar servindo neste governo”, disse Javid em sua carta de renúncia.

Sunak, por sua vez, disse que “o público espera com razão que o governo seja conduzido de forma adequada, competente e séria”.

Caso Pincher

Em fevereiro deste ano, Johnson, que é o líder do Partido Conservador, nomeou o parlamentar Chris Pincher deputy chief-whip, o equivalente a vice-líder da sigla, no Parlamento.

Pincher perdeu o título no dia 30 de junho, após se envolver em um escândalo de assédio sexual que ocorreu no dia anterior.

No domingo (3), a imprensa britânica revelou que Pincher já era alvo de denúncias de assédio sexual quando foi nomeado por Johnson vice-líder da maioria conservadora, em fevereiro.

Até aquele momento, o premiê alegava não ter conhecimento de nenhuma acusação de assédio sexual contra o parlamentar quando o promoveu.

Johnson, porém, voltou atrás na segunda-feira (4), e, por meio de seu porta-voz, assumiu que estava a par de algumas denúncias, que teriam sido “resolvidas ou não procederam a uma reclamação formal”.

Voto de não-confiança

No início de junho, Johnson sobreviveu a um voto de desconfiança do Parlamento no contexto de um outro escândalo, o “partygate”, envolvendo uma festa na residência oficial do premiê durante em plena quarentena na pandemia de Covid.

Na ocasião, mais de 40% dos parlamentares do Partido Conservador votaram para removê-lo do cargo.

Segundo o regimento da legenda, outra moção de desconfiança só poderia ser posta a votação em 12 meses.

Entretanto, nas próximas semanas, os Tories, como são conhecidos os membros da sigla, devem eleger um novo comitê para determinar o seu regimento, podendo, eventualmente, antecipar um voto de não-confiança.

A imagem do Partido Conservador já sofre desgaste acentuado desde o “partygate”. Os conservadores perderam dois assentos no parlamento, em sequência, em eleições especiais em meados de junho.

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