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No Congresso dos EUA, Zelensky compara ataque russo a 11/09 e pede zona de exclusão aérea

O presidente ucraniano ainda citou um trecho do famoso discurso de Martin Luther King e cobrou mais sanções à Rússia
No Congresso dos EUA, Zelensky compara ataque russo a 11/09 e pede zona de exclusão aérea
Reprodução

Em pronunciamento no Congresso dos Estados Unidos, Volodymyr Zelensky (foto) há pouco, por videoconferência, que é preciso declarar uma zona de exclusão aérea no país, para impedir que as aeronaves de Vladimir Putin sobrevoem e bombardeiem os ucranianos.

Zelensky foi ovacionado antes e depois de sua fala. Ele citou o ataque a Pearl Harbor e o atentado de 11 de setembro e disse que a Ucrânia está passando por uma agressão semelhante há três semanas.

“Nós precisamos dos senhores agora. Lembrem-se de Pearl Harbor. Aquela manhã de 1941, quando o céu foi tomado por aviões atacando vocês. Lembrem-se do 11 de setembro, quando o mal tentou tomar suas cidades, quando pessoas inocentes foram atacadas. Ninguém esperava, vocês não conseguiram interromper. Nosso país está passando pelas mesmas coisas há três semanas.”

Segundo Zelensky, as Forças Armadas ucranianas precisam de mais armas de defesa antiaérea.

“Pedimos uma resposta de todo o mundo. É muito pedir uma zona de exclusão aérea, para salvar as pessoas? Assim a Rússia não conseguiria aterrorizar os nossos cidadãos. Se for muito, oferecemos alternativas. Sabemos o tipo de sistema de defesa antiaérea que precisamos. Precisamos de um sistema que defenda nosso povo, nossa terra. Aeronaves que protejam a Europa. Os senhores sabem que eles existem, mas não estão nos céus da Ucrânia.”

O presidente ucraniano ainda citou um trecho do famoso discurso de Martin Luther King e disse que seu sonho é proteger os ucranianos.

Eu tenho um sonho. Essas palavras são conhecidas por todos vocês. Eu tenho uma necessidade. Eu preciso proteger nossos céus. Isso significa a mesma coisa que vocês sentiram quando ouviram ‘eu tenho um sonho’.”

“Não pensamos por um segundo em desistir. […] O destino do nosso povo está sendo ameaçado. Será que os ucranianos serão livres? Será que eles vão preservar sua democracia? É uma ofensiva brutal contra o nosso desejo de felicidade, como nossos princípios nacionais, como os princípios que vocês americanos possuem”, completou.

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