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Ministro da Suprema Corte dos EUA sugere teoria conspiratória sobre vacina da covid

Clarence Thomas, o decano da corte, sugeriu em acórdão que vacinas teriam sido feitas com células de "fetos abortados" em caso contra imunização
Ministro da Suprema Corte dos EUA sugere teoria conspiratória sobre vacina da covid
Foto: Steve Petteway / SCOTUS

O ministro da Suprema Corte dos EUA Clarence Thomas (foto) sugeriu, em um acórdão publicado nesta quinta-feira (30), que vacinas contra Covid seriam produzidas usando células de “crianças abortadas” – o que não é verdadeiro.

O juiz da mais alta corte americana, integrante da ala de seis magistrados conservadores, tratou da questão em um caso onde se julgava a liberdade religiosa contra a vacina. 16 trabalhadores haviam sido demitidos por não tomar a vacina e alegavam liberdade religiosa para sua decisão.

A corte se negou a analisar o caso, mas o voto de Thomas, o decano da Casa, ganhou a atenção da imprensa americana. “Eles [os apelantes] alegam objeção em bases religiosas contra todas as vacinas contra a Covid-19 disponíveis, porque elas foram desenvolvidas usando células derivadas de crianças abortadas”, escreveu o juiz em um voto contrário à maioria.

Nenhuma vacina contra a Covid disponível no mercado usa supostas células de fetos em sua produção. Algumas vacinas contra a catapora, rubéola e mesmo Covid-19 usam material deste tipo apenas em fase de testes, com insumos obtidos legalmente há décadas atrás.

 

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