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Ketanji Brown Jackson se torna a primeira mulher negra ministra da Suprema Corte americana

A chegada da nova ministra, porém, não deve alterar o desequilíbrio a favor dos conservadores na corte, atualmente em cinco votos contra três
Ketanji Brown Jackson se torna a primeira mulher negra ministra da Suprema Corte americana
Foto: Cameron Smith/Official White House/Flickr

A advogada e jurista Ketanji Brown Jackson (foto) se tornou nesta quinta-feira (30) a primeira mulher negra empossada ministra da Suprema Corte dos EUA, após mais de 230 anos de história do tribunal e 115 ministros diferentes terem sido empossados.

Assim, em outro feito inédito, a corte, composta por nove ministros, terá quatro mulheres titulares ao mesmo tempo: Jackson e as ministras Amy Coney Barrett, Sonia Sotomayor e Elena Kagan.

A cerimônia de posse ocorreu no início desta tarde e foi comandada pelo presidente da corte, ministro John Roberts, e pelo ministro Stephen Breyer, de quem Jackson assumirá o posto.

Jackson foi indicada pelo presidente Joe Biden em fevereiro, a fim de cumprir sua promessa de campanha de indicar a primeira mulher negra da história da Suprema Corte.

A agora-ministra foi aprovada em sabatina no Senado americano, por 53 votos a 47, em abril.

“Demorou 232 anos e 115 nomeações anteriores para uma mulher negra ser selecionada para servir na Suprema Corte dos Estados Unidos, mas conseguimos! Conseguimos – todos nós”, disse Jackson no dia seguinte à votação no Senado.

Ela só foi empossada hoje, pois ela foi nomeada para assumir o assento do ministro Breyer, que se aposentou apenas com a entrada da corte no recesso deste ano, ao final de junho.

Graduada da faculdade de direito de Harvard em 1996, Jackson trabalhou no gabinete de Breyer no Supremo. Então, ela era a favorita a assumir o assento dele.

Na Suprema Corte americana, não há idade de aposentadoria compulsória. Indicado pelo então-presidente Bill Clinton em 1994, Breyer, hoje aos 83 anos, se aposentou voluntariamente.

Ele, como todos os outros ministros indicados por presidentes democratas, fazia parte da ala progressista da corte. Breyer, por exemplo, foi voto vencido na decisão recente que derrubou o direito constitucional ao aborto.

Portanto, a entrada de Jackson não deve alterar o desequilíbrio a favor dos conservadores na corte, cinco contra três — o voto restante é do presidente da corte, ministro John Roberts, um conservador moderado.

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