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Comitê olímpico é acusado de cumplicidade com a China em caso de tenista

Peng Shuai 'sumiu' após acusar autoridade de estupro; diretora da Human Rights Watch diz que interesse do COI é manter Jogos de Inverno de Pequim em 2022
Comitê olímpico é acusado de cumplicidade com a China em caso de tenista
Foto: Reprodução, Facebook

A ONG Human Rights Watch acusou nesta terça-feira (23) o Comitê Olímpico Internacional de ser cúmplice dos abusos de direitos praticados pela China, com o objetivo de manter os Jogos de Inverno de Pequim em 2022, registra O Globo.

A acusação vem na esteira do caso de Peng Shuai (foto), a tenista chinesa que desapareceu por quase três semanas após alegar, nas redes sociais, ter sido estuprada anos atrás pelo ex-vice-primeiro-ministro do país Zhang Gaoli.

No domingo (21), o COI divulgou a realização de uma videochamada entre Peng e o presidente do comitê, Thomas Bach, na qual a atleta dizia estar bem. Grupos de direitos humanos, porém, suspeitam de que ela esteja sofrendo coação do regime chinês.

Em entrevista coletiva, a diretora da HRW na China, Sophie Richardson, disse que o COI mostrou uma “notável falta de discernimento” no tratamento do caso e “cumplicidade ativa” com os abusos de Pequim.

Richardson também criticou Bach por não deixar claro se ele perguntara à tenista sobre o acesso dela a advogados ou se queria apresentar acusações de agressão sexual. E exortou governos a boicotar os Jogos de Inverno, em fevereiro. “O COI mostrou nos últimos dias quão desesperador é manter os Jogos nos trilhos, não importando os custos humanos.”

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