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O cancelamento assombra o Big Brother Brasil

Avaliação na Globo é que os participantes do reality temem comentários negativos do lado de fora da casa e, por isso, adotaram conduta conservadora no jogo
O cancelamento assombra o Big Brother Brasil
Divulgação: TV Globo / João Cotta

A produção do “Big Brother Brasil” está preocupada com a falta de conflitos na edição deste ano. Além da postura paz e amor de Tiago Abravanel, já comentada em O Antagonista, a avaliação na Globo é que o segundo fator paralisante do jogo é o medo do cancelamento.

As duas últimas edições do programa, campeão de audiência, faturamento (mais de R$ 500 milhões) e engajamento (uma votação é capaz de concentrar 1 bilhão de cliques), danificaram a imagem de vários artistas.

O caso mais singular é o da cantora Karol Conká, que deixou a casa com 99,17% de rejeição. O medo dos atuais jogadores é que alguma atitude errada gere impacto negativo semelhante aqui fora –– o que, em tempos de autocancelamento, não é nada absurdo.

No discurso de eliminação de Luciano, primeiro participante rifado pelo público, o apresentador Tadeu Schmidt abordou de forma nada sutil o assunto, perguntando se é válido entrar no jogo para não jogar.

“Quando vi esse paredão, essa primeira semana, a pergunta que me veio a cabeça foi: ‘O que você quer?’. ‘Ah, quero entrar no Big Brother, é tudo o que quero’. Sério? Aí vem para cá e não se compromete, vem para o jogo e não quer jogar? Já pensou? Entrar no BBB, algo tão difícil, tão concorrido e perceber que não adiantou de nada?”, disse o apresentador.

Por enquanto, a temperatura do programa continua abaixo do ideal. E o temor é que a audiência esfrie junto.

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