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Sem acordo, Senado adia votação de PEC que concede vale-diesel de R$ 1 mil

Durante a sessão, parlamentares de oposição criticaram o caráter eleitoreiro da proposta. Já a base governista pretende ampliar, ainda mais, os benefícios
Sem acordo, Senado adia votação de PEC que concede vale-diesel de R$ 1 mil
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Sem acordo entre parlamentares da base e da oposição, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu adiar para amanhã, às 16h, a votação da Proposta de Emenda Constitucional que eleva o Auxílio Brasil para R$ 600 e concede um vale-diesel de R$ 1 mil para aproximadamente 900 mil caminhoneiros autônomos.

A PEC também prevê o aumento do Auxílio Brasil dos atuais R$ 400 para R$ 600, e atingirá uma base maior de beneficiários — a fila do programa será zerada com a inclusão de 1,6 milhão de famílias. O vale-gás também seria reajustado pelo texto: ele será de R$ 120 e passará a ser concedido mensalmente.

O texto deveria ter sido analisado hoje, mas vários parlamentares não registraram presença e o governo temia que a proposta não tivesse o número mínimo de votos: 49. Durante a sessão desta quarta-feira, parlamentares de oposição criticaram o caráter eleitoreiro da proposta. Já a base pretendia ampliar, ainda mais, os benefícios da PEC.

Alguns integrantes da base pretendem ainda transformar o vale-gás em programa permanente e ampliar o benefício do voucher caminhoneiro para motoristas de aplicativos, motociclistas e até condutores de barcos que trabalham com transporte de passageiros na Amazônia.

Pelo substitutivo apresentado hoje por Fernando Bezerra (MDB-PE), a PEC prevê impacto fiscal de R$ 38,75 bilhões. A estimativa de custo até o fim do ano é de R$ 26 bilhões.

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