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O que esperar da Eletrobras?

Após a privatização, ajustes a serem feitos poderão piorar os resultados, mas vendas de empresas elétricas costumam dar excelente retorno no longo prazo
O que esperar da Eletrobras?
Foto: Divulgação

No último dia 14, ocorreu a privatização da Eletrobras (ELET3). Desde então, suas ações se valorizaram 15%, enquanto o Ibovespa caiu 3% no mesmo período. Mas, a partir de agora, o que os investidores podem esperar da maior empresa de energia do Brasil?

Com 25% da capacidade de geração de energia e 40% das linhas de transmissão do país, a Eletrobras passou por uma capitalização de R$ 33 bilhões. O principal intuito do processo foi utilizar o montante para a renovação de 22 concessões, que passam a poder negociar energia no mercado livre —o que deve melhorar a rentabilidade da companhia. Por essas razões, a maior empresa do setor elétrico brasileiro foi o destaque do mês de junho entre as ações do índice Bovespa.

Próximos passos

Agora, a empresa tem um controle pulverizado que conta com participação de 3G, XP, Banco Clássico e fundos internacionais, entre outros participantes que, de forma conjunta, indicaram novos membros do Conselho de Administração da companhia.

Com essa nova gestão, esperamos que os executivos façam revisões das divulgações das demonstrações financeiras. Já no próximo resultado trimestral, devemos conseguir observar um aumento das provisões e dos ajustes, o que pode afetar negativamente o balanço e o resultado de forma geral.

Neste primeiro momento, esse tipo de ajuste é comum quando ocorre uma troca de controle de determinada empresa. Fatos como questões de rescisões trabalhistas e reavaliação de ativos podem impactar os primeiros balanços que serão divulgados.

Outro fator que será interessante de observar nesta primeira divulgação é se teremos mudanças na estrutura societária. Na última divulgação, a estrutura estava assim:

Eletrobras grafico da Inversa

Por enquanto, a principal mudança divulgada foi no braço de energia nuclear, como é o caso de Itaipu, que se manteve sob controle público. As mudanças podem impactar, no curto prazo, tanto os resultados da companhia como a performance das ações.

No entanto, para investidores com foco no longo prazo, processos de privatização de companhias elétricas trouxeram ótimo retorno ao investidor. Talvez o exemplo mais famoso do mercado acionário seja a da atual Engie, privatizada em 1998, que entregou um retorno aos acionistas de 21% ao ano, patamar muito acima do Ibovespa, que teve um retorno de 10% no mesmo período.

Conclusão

Com o processo de descentralização da Eletrobras, nas primeiras divulgações de resultados, poderemos esperar alguns fatores não recorrentes gerados pelos ajustes que a nova administração, agora privada, pode vir a fazer e que poderão piorar os resultados da companhia.

No entanto, em um horizonte de longo prazo, o investimento em operações parecidas trouxe um excelente retorno aos acionistas que optarem por alocar capital nos processos de privatização.

João Abdouni, analista CNPI na Inv Publicações.

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