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Manifestações de servidores têm baixa adesão e servem de palanque para petistas

Protestos do funcionalismo público para reivindicar reajustes salariais foram esvaziados e se transformaram em atos políticos pró-Lula
Manifestações de servidores têm baixa adesão e servem de palanque para petistas
Foto: Antonio Temóteo/O antagonista

As manifestações dos servidores federais em Brasília nesta terça-feira (18) foram um fiasco. Os protestos tiveram baixa adesão e se transformaram em atos políticos de lideranças da esquerda para pedir votos para o ex-presidiário Lula.

Erika Kokay (PT-DF) e Reginaldo Lopes (PT-SP), escolhido novo líder do partido na Câmara, usaram o carro de som para discursar e criticar o governo. “Temos que tirar Bolsonaro do poder, esse genocida. Lula presidente”, disse Kokay. Israel Batista (PV-DF) participou da manifestação no Ministério da Economia.

Quem esperava por atos cheios, que poderiam mobilizar servidores para uma greve nacional em fevereiro, se decepcionou. Reservadamente, alguns dos organizadores das manifestações reconheceram a O Antagonista que o trabalho precisará ser intensificado para surtir algum efeito prático. 

Os servidores querem um reajuste salarial de 28%, que corresponde às perdas inflacionárias acumuladas entre 2017 e 2021. Apesar disso, como mostramos, advogados públicos federais, procuradores federais, auditores fiscais, delegados, diplomatas e gestores receberam do governo aumentos salariais superiores à inflação entre 1998 e 2021.

Paulo Guedes foi o principal alvo dos protestos. Todos que discursaram nos carros de som que estavam no Ministério da Economia e no Banco Central (BC) não pouparam o ministro de críticas.

“Não tem servidor satisfeito com você. Ou o reajuste sai ou o Guedes cai!”, afirmou um dos que discursou no carro de som.

O presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, disse Guedes, deveria “se explodir” com a granada que jogou nos servidores públicos.

“São cinco anos de congelamento salarial, são três anos de ataques e agressões aos serviços públicos. É o momento de dizer basta!”, afirmou.

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