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Com tensão política e risco fiscal, dólar sobe e fecha a R$ 5,19

Discussões sobre parcelar precatórios e aumentar o Bolsa Família, além da volta da CPI da Covid, levaram investidores a buscar 'proteção' na moeda americana
Com tensão política e risco fiscal, dólar sobe e fecha a R$ 5,19
Foto Jorge Araujo/ Fotos Públicas

O dólar fechou esta terça-feira, 2, cotado a R$ 5,1920, alta de 0,52% sobre o real. A moeda americana chegou a encostar em R$ 5,2750, mas a alta desacelerou ao longo do dia com as expectativas de alta dos juros na reunião do Copom prevista para esta quarta (4).

Analistas veem as tensões políticas e a percepção do aumento do risco fiscal no Brasil como determinantes para que os investidores procurem “ativos de proteção”, como o dólar.

“Na sexta-feira (30), tivemos o início das discussões sobre parcelamento no pagamento de precatórios e, na segunda, ficou mais exacerbada a possibilidade de um Bolsa Família em patamar maior”, disse à Folha a economista-chefe do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte.

“Nesta terça, ainda tivemos a volta da CPI da Covid. Isso elevou a incerteza e a uma maior aversão ao risco no Brasil”, acrescentou Fernanda.

Claramente, a declaração de Arthur Lira mais cedo — “não houve essa conversa de R$ 400 [para o Bolsa Família]” — foi feita com um olho nos ânimos do mercado.

O Ibovespa, por sua vez, acompanhou as Bolsas internacionais e fechou hoje em alta de 0,86%, depois de chegar a cair 1,4% durante o dia.

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