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Segunda Guerra Fria

Segunda Guerra Fria
Reprodução

O ministro da Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, entrevistado pela Sky News, disse que o plano das democracias ocidentais é expulsar Vladimir Putin do território ucraniano. Inclusive da Crimeia.

“A comunidade internacional acredita que a Rússia deve deixar a Ucrânia. A comunidade internacional condena a Rússia pela invasão da Crimeia, que era ilegal em 2014, e pela invasão de Donetsk. Sempre dissemos que a Rússia deveria deixar o território soberano da Ucrânia e isso não mudou.

Há um longo caminho a percorrer antes que as forças da Ucrânia estejam na Crimeia. O que eu certamente diria é que apoiamos a integridade soberana da Ucrânia. Fizemos isso o tempo todo. Claro que isso inclui a Crimeia.

Em primeiro lugar, vamos tirar a Rússia de onde está agora (…). A chave aqui é continuar a apoiar a integridade soberana da Ucrânia e sua capacidade de se defender.”

Na mesma entrevista, ele prometeu municiar Kiev com mísseis capazes de afundar a frota russa no Mar Negro:

“Forneceremos, se pudermos, mísseis antinavais. É incrivelmente importante que os grãos que afetam a todos nós, os preços dos alimentos, saiam da Ucrânia. A Rússia não pode controlar o Mar Negro, não é deles. E é importante garantir que os navios russos não sejam usados para bombardear cidades.”

Ele defendeu também o direito dos ucranianos de bombardear a Rússia:

“Se a Ucrânia decidisse atingir a infraestrutura logística do exército russo, isso seria legítimo sob a lei internacional. É um fato que a Grã-Bretanha está fornecendo artilharia para a Ucrânia, que vem sendo usada principalmente dentro da Ucrânia, contra as tropas russas.”

Nesta semana, como escrevi na Crusoé, a guerra mudou de tamanho. Não estamos entrando na Terceira Guerra Mundial, e sim na Segunda Guerra Fria. O mundo rachou ao meio – e o Brasil escolheu o lado errado.

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