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O Brasil é velho

O Brasil é velho
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O TSE, hoje, vai carimbar o contrato da União Brasil. 

A maior novidade que a Terceira Via conseguiu criar foi a reciclagem do velho DEM, que reciclou o velho PFL, que reciclou a velha Arena. Estamos lascados.

O delegado Waldir disse à Folha de S. Paulo: 

“A tendência é a União Brasil fazer o que fez na eleição passada, quando o Caiado abriu o palanque para mais de um candidato”.

Ele citou Bolsonaro, Moro, Doria e Tebet. Ou qualquer um.

Duas semanas atrás, publiquei na Crusoé:

“Em 1989, fui levado para conhecer o velho ACM, em seu casarão em Salvador. A visita foi insuportavelmente aborrecida e apaguei-a da memória, exceto pelo ar-condicionado polar, que provocou um resfriado em minha mulher, pelos oratórios barrocos espalhados por todos os aposentos, seguramente adquiridos com recursos profanos, e pela imagem grotesca de uns meninos engomados que cumprimentavam obsequiosamente o velho oligarca, entre os quais ACM Neto, que tinha apenas 11 anos. O Brasil não mudou nada de lá para cá. Continua naquela mesma página de Gilberto Freyre: lida, relida, sublinhada e anotada (…).

No mesmo ano em que fui visitar ACM, Lula disputou pela primeira vez o Palácio do Planalto. Ronald Reagan havia acabado de encerrar seu mandato. Os principais governantes do mundo eram Mikhail Gorbatchov, Helmut Kohl e Deng Xiaoping. Lula foi eleito, reeleito e, depois de ter passado mais de um ano preso, flagrado no departamento de propinas das empreiteiras baianas, ainda assombra o país, com os mesmos parceiros, os mesmos propósitos e os mesmos métodos que o acompanharam à cadeia.

Eu antevi tudo isso no casarão gelado do velho ACM. Ao contrário de mim, ele nunca vai morrer”.

A maior prova disso é a União Brasil, que eterniza o espírito carlista.

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