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"É batom na cueca"

“É batom na cueca”
Reprodução

Um dos mais antigos assessores de Jair Bolsonaro detonou o esquema de rachadinha do presidente e de seus filhos.

De acordo com Waldir Ferraz, conhecido como Jacaré, Bolsonaro pode ser preso por causa disso:

“Quem assinava era ele. Ele vai dizer que não sabe? É batom na cueca. Como é que você vai explicar? Ele está administrando. Não tem muito o que fazer (…). Acho que ele vai ter problema se não for reeleito. Vai tudo cair, vai perder o foro privilegiado e tal”.

Em conversas gravadas com a Veja, Jacaré imputou todos os crimes à ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Valle, mas está na cara que se trata de uma estratégia defensiva, porque o caso deve estourar na campanha presidencial.

Ele disse:

“Ela fez nos três gabinetes. Em Brasília, aqui no Flávio e no Carlos. O Bolsonaro deixou tudo na mão dela para ela resolver. Ela fez a festa (…). Ela é muito perigosa. É uma mulher que quer dinheiro a todo custo. Às vezes, ela vai ao cercadinho, frequenta o cercadinho. É uma forma de chantagem. A gente nem toca nesse assunto pra não deixar o cara de cabeça quente”.

A versão oficial é que Bolsonaro, assim como Lula, não sabia do que estava ocorrendo à sua volta, embora fosse o beneficiário direto do esquema criminoso:

“Ele, quando soube, ficou desesperado, era uma fria. O cara foi traído. Ela que começou tudo. Bolsonaro nunca esteve ligado em nada dessas coisas. O cara não tinha visão do que estava acontecendo por trás no gabinete. Às vezes o chefe de gabinete faz merda, e o próprio deputado não sabe. Mesmo o deputado vagabundo não sabe, só vem a saber depois (…). Não tem como reagir. Vai fazer o que para desmanchar isso aí? É como um beco sem saída. Ela fez uma merda, eles assinaram sem saber, e agora vão pagar caro por isso”.

A própria Ana Cristina Valle desmontou a farsa, demonstrando que, se quisesse, poderia de fato tentar chantagear Bolsonaro ou mandá-lo para a cadeia.

Ela disse:

“Não sou mentora da rachadinha. Ele (Bolsonaro) me chamava de sargentona, mas quem mandava no gabinete era ele. Quem assina as nomeações e exonerações é o parlamentar. Não faz sentido assinar sem ler porque todos eles são bem instruídos”.

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