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Ruy Goiaba na Crusoé: O estranho mundo da etimologia freestyle

Colunista escreve sobre a "ciência" de inventar origens fantasiosas para uma palavra e depois tentar censurá-la com base nessa falsa etimologia
Ruy Goiaba na Crusoé: O estranho mundo da etimologia freestyle
Foto: josepaulomv/Pixabay

Em sua coluna na Crusoé que foi ao ar nesta sexta (2), Ruy Goiaba (foto) aborda o que chama de “etimologia freestyle”, “quando a alegada origem de uma palavra é completamente falsa e sem fundamento, mas circula como verdade absoluta, em geral porque parece ser avalizada por alguma historinha pitoresca”.

Essas falsas etimologias, prossegue o colunista, têm sido usadas como justificativa para colocar no índex palavras e expressões alegadamente racistas, como “denegrir” e “feito nas coxas”, que nada têm de racismo na sua origem.

“Muitas pessoas que fazem isso (…) ganham a vida como jornalistas ou checadoras de informações. Por que gente que se diz tão empenhada em combater fake news insiste em propagar essas falsas etimologias? Porque fake news do bem vale? Porque querem muito pagar pedágio à polícia da linguagem e mostrar que estão do lado certo? Porque precisam puxar o saco dos novos legisladores e não querem deixar de ser convidados para o baile da polícia? Talvez tudo isso junto — e, como disse um amigo, ainda há a vantagem de a pessoa não precisar tomar atitudes concretas contra racismo e outras mazelas: para representar o papel de pessoa progressista, basta acusar as opressões do dicionário.”

LEIA AQUI a íntegra da coluna; assine a Crusoé e apoie o jornalismo e o humorismo independentes.

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