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Ruy Goiaba na Crusoé: Autobiografia não autorizada

Colunista conta como deixou de ser uma fonte confiável para sua própria biografia e escreve sobre as peças que a nossa memória pode nos pregar
Ruy Goiaba na Crusoé: Autobiografia não autorizada
Foto: josepaulomv/Pixabay

Na edição 221 da Crusoé, que foi ao ar nesta sexta-feira (22), Ruy Goiaba (foto) conta como deixou de ser uma fonte confiável para sua própria biografia e escreve sobre as peças que a nossa memória pode nos pregar.

“Estava eu conversando com uma dessas ex-colegas que passei mais de 30 anos sem ver quando ela me disse: ‘Nossa, lembro tanto da gente no jardim [de infância], você e eu na aula da professora Fulana’. Respondi que certamente não era eu: não fiz maternal nem jardim, entrei na escola direto no pré-primário (já era alfabetizado) e a escola era outra — não a dos participantes da reunião, que só cursei a partir do 1º ano do ensino fundamental. A ex-colega me contestou com total veemência: ‘De jeito nenhum! Era você, sim, eu lembro muito bem!’.

Naquele momento, a fala assertiva da minha ‘biógrafa’ me surpreendeu a ponto de nem conseguir responder que, veja bem, eu havia sido testemunha ocular (auditiva, tátil etc.) da minha própria história e estava lá — em mim — quando as coisas aconteceram comigo.”

LEIA AQUI a íntegra da coluna; assine a Crusoé e apoie o jornalismo e o humorismo independentes.

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