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Mario Sabino, na Crusoé: um homem sem sonhos

"Vim ao mundo já velho. Em alguns momentos da vida, rejuvenesci, mas esses momentos não duraram tanto tempo assim"
Mario Sabino, na Crusoé: um homem sem sonhos
Foto: Renzo Fedri/O Antagonista

“Nasci em 7 de abril de 1962”, diz Mario Sabino, em sua coluna na Crusoé. “Ou seja, faço 60 anos no dia em que escrevo este artigo. Vim ao mundo já velho. Em alguns momentos da vida, rejuvenesci, mas esses momentos não duraram tanto tempo assim”.

Vir ao mundo já velho significa ter nascido sem sonhos. Sou um homem sem sonhos. A ausência de sonhos não me impediu de realizar o que, para muitos, são sonhos, embora não grandes sonhos. Apenas fui fazendo coisas, aos trancos e barrancos, sem entender muito bem como cheguei até aqui e acolá. Volta e meia me perguntam se eu queria ser jornalista desde cedo. Respondo sinceramente que escolhi o jornalismo por falta de opção.

Era uma lata de conservas que parecia ser a única num mercado de prateleiras vazias. Ocorreu a mesma coisa quanto aos livros. Editei livros dos outros e escrevi os meus, como quem se senta à mesa para fazer uma refeição somente porque está na hora de fazer uma refeição. Eu também não sonhava em ter um site de informação e uma revista digital. Se os tenho, é porque não tinha emprego, assim como tantos brasileiros que se veem sem trabalho.”

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