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Mario Sabino na Crusoé: Ulisses sem Ítaca

Colunista escreve sobre suas andanças em Paris, "sob um sol tropical", e o encontro com uma obra de Edgar Morin numa livraria da capital francesa
Mario Sabino na Crusoé: Ulisses sem Ítaca
Foto: Renzo Fedri/O Antagonista

Na Crusoé que foi ao ar nesta sexta-feira (17), Mario Sabino (foto) escreve sobre suas andanças em Paris, “sob um sol tropical”, e o encontro com uma obra de Edgar Morin numa livraria da capital francesa.

“Capturo por poucos euros o instante exato em que Monet entra no seu ateliê e, pouco diante, deparo com o meu Tirésias. Ele é Edgar Morin. Profissão: pensador. Fará 101 anos em julho. Quando fez 90 anos, encomendaram-lhe um livro sobre as figuras que nutriram a sua vida e a sua obra. Ele escreveu Mes Philosophes (Meus Filósofos). Quantos homens poderiam usar o possessivo de modo tão despudorado, sem parecer cabotino? Edgar Morin é um deles. Entre os seus filósofos, há Dostoiévski. Há Buda. Há Jesus. Há Rousseau. Há Hegel. Há Marx. Há Freud. Há Heráclito e as contradições inerentes à existência: entre o desespero e a esperança, entre a dúvida e a fé, entre a razão e o misticismo. ‘Bem e Mal formam um todo’, ‘O caminho para cima e o caminho para baixo são os mesmos’, ‘Acordados, eles dormem’. E, especialmente: ‘Sem a esperança, você não encontrará o inesperado’. Ri um riso amargo, pensando que toda a filosofia talvez caiba em pílulas de sabedoria. Comprei o livro.”

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