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Laurentino Gomes: "Não acredito em reparação histórica"

Laurentino Gomes: “Não acredito em reparação histórica”
Arte: O Antagonista

O entrevistado desta semana na Crusoé é o jornalista e escritor Laurentino Gomes, autor de três best-sellers cujos títulos lembram anos cruciais para a história do Brasil – 1808, 1822 e 1889 –, que se prepara para lançar na próxima semana o primeiro livro de sua empreitada mais ambiciosa até aqui: Escravidão — Do Primeiro Leilão de Cativos em Portugal até a Morte de Zumbi dos Palmares.

A obra é fruto de seis anos de trabalho, que incluíram viagens a doze países em três continentes. Nesta entrevista ao repórter Rogério Ortega, Laurentino explica o processo de preparação do livro e argumenta que a escravidão, “elemento constitutivo da civilização brasileira”, é um assunto de todos – e não é, necessariamente, sinônimo de negritude.

Também afirma que, desde a Abolição, os governos brasileiros se dedicaram a construir mitos como o da “democracia racial” em vez de integrar os afrodescendentes à sociedade produtiva. Laurentino diz ser contra reparações históricas (“dívida histórica é, por natureza, impagável”), mas a favor de políticas compensatórias para reduzir desigualdades de origem racial.

“Eu, por exemplo, sou descendente de cristãos-novos que foram expulsos da Espanha e migraram para Portugal no século 14, 15. Fui visitar o Museu Judaico em Portugal e tem lá uma lista de Gomes queimados pela Inquisição. Eu não vou voltar à Espanha agora e pedir reparação. Não faz sentido. A história é por natureza injusta, violenta, e as dívidas históricas são impagáveis. Agora, acho que como investimento no futuro, sim, aí faz todo sentido – políticas não de reparação, mas de compensação”, diz Laurentino.

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Leia a íntegra da entrevista na Crusoé:

‘Não acredito em reparação histórica’

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