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Uma vacina não é igual a outra

Fernando Reinach diz que precisamos saber o grau de eficácia de cada vacina, contra cada variante, independentemente da disputa eleitoral
Uma vacina não é igual a outra
Foto: Myke Sena/MS

O uso eleitoral das vacinas mata.

Diz Fernando Reinach:

“Quando uma pessoa como Tarcísio Meira morre de Covid, a explicação dada à população é de que nenhuma vacina é 100% eficaz em prevenir mortes. Isso é óbvio. Mas não é suficiente, e a pergunta que ocorre a toda pessoa minimamente informada é qual vacina ele tinha tomado e qual foi a variante do vírus responsável por sua morte (…).

É inaceitável que no Brasil não sejam divulgados os dados sobre a taxa de reinfecção, internação e morte entre os já vacinados com cada uma das quatro vacinas que estamos usando e entre os que já contraíram o vírus no passado. Esses dados são, por lei, comunicados à Anvisa e desaparecem lá dentro. A imprensa se acovarda e não exige acesso. A razão é que, caso os dados mostrarem que uma vacina é inferior a outra, a população pode preferir um imunizante ou outro. E como as vacinas, por incrível que pareça, estão associadas a diferentes grupos políticos, isso dará munição para a disputa eleitoral. Todos sabemos que vacina tomamos, mas se soubermos os riscos que corremos após a vacinação, podemos nos precaver de maneira diferente.”

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