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Teto de gastos deve ser defendido com nova roupagem, diz Simone Tebet

"Se não fosse o teto de gastos, de quanto seria o Orçamento secreto?", questionou a senadora; Simone disse que reformas concluiriam objetivo do teto
Teto de gastos deve ser defendido com nova roupagem, diz Simone Tebet
Foto: Adriano Machado/Crusoé

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), pré-candidata do partido à Presidência da República, defendeu nesta segunda-feira (21) a manutenção do teto de gastos públicos, implementado na gestão Michel Temer. Ela, no entanto, disse que o dispositivo precisa ser revisto e aprimorado, considerando as reformas administrativa e tributária.

“Por que eu defendo o teto de gastos, ainda que com nova roupagem, com regras flexíveis para não dar um shutdown e não se parar a máquina pública? Porque foi a única âncora que ficou, disse a senadora, para quem o atual governo não faz bom uso do controle de gastos.

“Se você não mostra que tem responsabilidade com o dinheiro público, continua fazendo graça com esse dinheiro que é do povo, de forma secreta colocando R$ 16 bilhões na mão de deputados e senadores para mandarem em seus currais, [o teto de gastos] é a única âncora que sobra”, continuou.

Tebet ainda disse que o governo não fez a lição de casa sobre o tema, não emplacando reformas que conteriam o alto gasto do setor público.

“O teto de gastos que valeria por 20 anos tinha de vir com a reforma administrativa – porque o Brasil gasta muito e gasta mal, e vira uma reforma de enxugar a máquina pública – e a reforma tributária”, afirmou a parlamentar, que se disse contra o fim da estabilidade dada a servidores públicos  e a favor de um texto que promove justiça tributária, aumentando a arrecadação sem onerar os mais pobres.

“Esse é o teto de gastos que eu acredito. Se não fosse o teto de gastos, de quanto seria o orçamento secreto?”, ela questionou.

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