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'Temer 2022'

Volta a circular no entorno do ex-presidente a cogitação de que ele apresente seu nome ao grupo da Terceira Via para disputar o Planalto
Temer 2022
Foto: Beto Barata/PR

Em meio ao imbróglio na tal Terceira Viatão disseminado e persistente como a inflação –, há gente no entorno de Michel Temer tentando convencê-lo a colocar o nome à disposição do grupo MDB, PSDB e Cidadania, que diz ainda buscar uma candidatura única ao Planalto.

Temer assumiu o Planalto em 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff. Virou “golpista” para os petistas, mas nunca rompeu a ponte com lideranças do partido. No governo Bolsonaro, foi convidado pelo presidente para assumir uma missão no Líbano, deixou correr o burburinho de que poderia assumir o Itamaraty e, em 2021, protagonizou o episódio da cartinha que marcou o recuo de Bolsonaro após ataques ao STF no 7 de Setembro. Em manifestações de rua naquele mês, havia faixas na Avenida Paulista pedindo “volta, Temer”.

Em entrevistas sobre o assunto, desde o ano passado, Temer nega que será candidato em 2022 — falou-se, ainda no entorno dele, sobre a possibilidade de concorrer ao Senado ou mesmo, meses atrás, tentar cavar a vaga de vice de Bolsonaro.

Apesar das situações de proximidade com o Planalto, Temer costuma dizer que a candidatura de sua correligionária Simone Tebet à Presidência da República é para valer, ao mesmo tempo em que também não fecha diálogo com o PT.

Nos últimos meses, Temer se reuniu com todos os possíveis presidenciáveis da chamada Terceira Via, inclusive com Sergio Moro. Publicamente, ele defende a unidade das candidaturas do centro, mas já foi mais confiante na viabilidade dessa alternativa a Lula e Bolsonaro, que, no entender dele, seria “uma homenagem ao eleitor”.

Em março do ano passado, após Temer ser absolvido no âmbito do chamado inquérito dos portoscomo registramos, alguns emedebistas já tinham vazado para a imprensa a possibilidade de Michel Temer se candidatar ao Planalto em 2022. Na ocasião, a história foi chamada de “blefe” por assessores e lideranças, mas agora, aos mais próximos, Temer estaria dizendo que há, sim, disposição para, nas palavras dele, “tentar unificar o país”, se avaliarem que seria esse o caso.

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