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STJ mantém preso chinês suspeito de roubar testes para Covid-19

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, negou hoje um habeas corpus apresentado por Zheng Xiao Yun, empresário preso no último dia 11 com outros 9 chineses que vendiam em São Paulo testes roubados para a Covid-19.

No pedido de liberdade, a defesa alegou que Zheng, por ter quase 60 anos e problema cardíaco, integra o grupo de risco do novo coronavírus e está mais exposto ao contágio no ambiente carcerário.

Conhecido como Marcos Zheng, o empresário é vice-presidente da Associação Chinesa do Brasil e em depoimento, afirmou que teria feito a ligação entre a Saúde do governo João Doria com hospitais de Wuhan, para troca de informações sobre o novo coronavírus.

Na operação contra ele, a Polícia Civil apreendeu 15 mil testes, avaliados em R$ 80 mil, que foram desviados do aeroporto internacional de Guarulhos para um depósito particular. Havia negociação em curso para vender o material por cerca de R$ 3 milhões.

No depósito, foram apreendidas armas de diversos calibres, munições e cerca de R$ 25 mil.

A prisão decretada em primeira instância levou em conta o “contato estreito” do empresário com o alto escalão do governo de São Paulo e com empresas chinesas que vendiam os testes. Ao manter a prisão preventiva, Noronha não viu flagrante ilegalidade.

“No caso, não visualizo, em juízo sumário, manifesta ilegalidade que autorize o afastamento da aplicação do mencionado verbete sumular.”

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