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Sem respaldo, presidente da Petrobras pode cair

Pano de fundo continua sendo a alta dos combustíveis que mina reeleição de Bolsonaro; com apoio do Centrão, Guedes quer emplacar outro assessor
Sem respaldo, presidente da Petrobras pode cair
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A saída do almirante Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia enfraqueceu a posição de José Mauro Ferreira Coelho no comando da Petrobras. O engenheiro químico, formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), já está sendo fritado no Palácio do Planalto.

A informação foi revelada pelo Estadão e confirmada por O Antagonista.

Segundo interlocutores, a nomeação de Adolfo Sachsida para o lugar de Bento faz parte de um “movimento mais profundo”, capitaneado por Paulo Guedes com apoio de Ciro Nogueira e outras figuras do Centrão.

O pano de fundo continua sendo a política de preços da Petrobras, diariamente atacada por Jair Bolsonaro, que vê sua popularidade estagnar — enquanto Lula faz promessas mirabolantes para baixar na marra os combustíveis, caso eleito.

Nesta semana, Guedes recobrou poder com a nomeação de Sachsida, seu assessor, com discurso alinhado ao de Bolsonaro.

O ministro da Economia está convicto de que a reeleição do presidente depende do controle da inflação e tenta emplacar na Petrobras Caio Paes de Andrade, outro assessor, que chegou a ser cotado para o cargo na petroleira no mês passado, mas acabou perdendo para Ferreira Coelho, bancado por Albuquerque.

Desta vez, Guedes conta com o fundamental apoio das lideranças do Centrão que queriam a nomeação de Adriano Pires, rifado pelos militares.

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