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Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho completa 3 anos sem condenados na esfera criminal

MP mineiro recorreu ao STF contra decisão do STJ, que transferiu o caso para a Justiça Federal
Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho completa 3 anos sem condenados na esfera criminal
Foto: Isac Nóbrega/PR

O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 270 pessoas, completa 3 anos nesta terça-feira (25).

Na esfera criminal, até hoje ninguém foi condenado.

Em fevereiro de 2020, pouco mais de um ano depois do desastre, a Justiça da Comarca de Brumadinho recebeu denúncia contra 16 pessoas oferecida pelo MP de Minas Gerais.

As 16 pessoas foram acusadas pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por 270 vezes.

Em outubro do ano passado, o STJ transferiu o caso para a Justiça Federal. Com isso, os denunciados deixaram de ser réus.

Em 14 de janeiro deste ano, o MP mineiro recorreu ao STF contra a decisão do STJ.

Segundo a denúncia do MP estadual, “os acusados agiram assumindo o risco de provocar mortes, pois antes da tragédia efetuaram um cálculo econômico envolvendo o valor das vidas que seriam perdidas com a então provável ruptura da barragem e, mesmo cientes do estado crítico da estrutura, se omitiram na adoção de medidas de emergência e segurança que, caso adotadas, impediriam que as mortes e os danos ambientais ocorressem na forma e na proporção em que ocorreram”.

Hoje, às 13h, o MP de Minas fará uma coletiva de imprensa sobre o aniversário da tragédia.

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