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Roberto Dias condicionou compra de vacinas a pagamento de propina, diz Dominguetti

Representante comercial disse que Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, pediu propina de US$ 1 por dose
Roberto Dias condicionou compra de vacinas a pagamento de propina, diz Dominguetti
Reprodução/Tv Senado

O representante comercial Luiz Paulo Dominguetti, da empresa Davati Medical Supply, afirmou há pouco à CPI da Covid que, durante as conversas com o ex-diretor de logística da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, houve a “majoração” do preço das vacinas.

“Sempre colocada uma oferta justa, uma oferta comercial para o Ministério da Saúde. Nunca se buscou uma facilidade por parte do Roberto Dias. Essa facilidade não ocorreu porque ele sempre pôs o entrave no sentido de que, se não se majorasse a vacina, não teria a aquisição por parte do ministério”, disse Dominguetti.

Em entrevista à Folha, o representante comercial disse que Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de logística da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, pediu propina de US$ 1 por dose de vacina em troca de um contrato com o Ministério da Saúde. Ele reafirmou a denúncia aos senadores da CPI.

Dominguetti disse que a primeira proposta de vacina era de US$ 3,50. A Davati estava ofertando 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca ao Ministério da Saúde. Durante o depoimento, Dominguetti declarou que tinha carreira como policial militar em Minas Gerais e que as tratativas com o Ministério da Saúde era um “atividade complementar”.

“Não havia pedido de valores adiantado. Somente quando tivesse a certificação da vacina. Era uma proposta comercial neste sentido.”

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