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Ribeiro critica questões do Enem de "guetos ideológicos"

Em 2018, pergunta da prova citou o pajubá, dialeto de gays e travestis
Ribeiro critica questões do Enem de “guetos ideológicos”
Reprodução/TV Câmara/YouTube

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse nesta quarta (17) a deputados ser crítico de questões “peculiares a determinados guetos ideológicos”.

“Não há controle ideológico, entende?”, disse o ministro da Educação, que apareceu de surpresa na Comissão de Educação da Câmara.

“Porque as perguntas fazem parte de um grupo de perguntas, de questões, que estavam lá e foram feitas nem pelo nosso governo, mas de (sic) antigos. O que eu tenho pautado a minha fala, isso eu não abro mão, é a (sic) seguinte: eu acho que a prova do Enem tem que ser técnica, no sentido direto. Qual que é o direto? Alguém quer fazer uma prova, o governo tem que conhecer, os aplicadores da prova têm que conhecer o que o aluno sabe, e não uma pegadinha, não o que ele não sabe. A hora (sic) que eu coloco questões que são peculiares a determinados guetos ideológicos ou pensamentos numa prova do Enem que atinge 3 milhões, 4 milhões, 5 milhões [de alunos], eu estou dando uma primazia prum grupo que está acostumado a determinada linguagem, determinado (sic) prática, enfim, em detrimento da grande maioria do povo brasileiro, que não conhece”, acrescentou.

Ribeiro não mencionou explicitamente, mas o Enem 2018, o último do governo Temer, trouxe uma questão sobre o pajubá, dialeto usado por gays e travestis no Brasil. Na verdade, a solução da questão não exigia conhecer nenhuma palavra do pajubá – ela perguntava o que tornava o pajubá um dialeto.

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