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"Resistências fortes" a novato do PSD na liderança do governo Bolsonaro no Senado

Alexandre Silveira tem sido sondado pelo Palácio do Planalto para substituir Fernando Bezerra Coelho, que deixou a função no fim de 2021
“Resistências fortes” a novato do PSD na liderança do governo Bolsonaro no Senado
Foto: Gustavo Lima/Câmara

Nos últimos dias, o Palácio do Planalto tem tentado emplacar o recém-empossado Alexandre Silveira (foto), do PSD de Minas Gerais, como novo líder do governo Bolsonaro no Senado.

Em dezembro de 2021, como noticiamosFernando Bezerra Coelho (MDB-PE) entregou a função após um derrota acachapante na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). O emedebista recebeu somente sete votos e culpou o Planalto.

Antonio Anastasia (PSD-MG) acabou garantindo a vaga no TCU, abrindo espaço no Senado para o seu primeiro suplente, Silveira, que já atuava como diretor jurídico da Casa desde o início da gestão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Era, aliás, esse o acordo, como este site antecipou: relembre aqui.

O Antagonista ouviu de dois senadores experientes que nem Pacheco, ainda pré-candidato do PSD ao Planalto, nem Gilberto Kassab, presidente do PSD, gostam da ideia de o partido ter um líder bolsonarista, sobretudo em ano eleitoral.

“As resistências são fortes”, disse um senador.

Kassab tem negado publicamente qualquer possibilidade de apoiar Lula no primeiro turno, ainda que o próprio petista diga o contrário. “Eu tenho conversado muito com o PSD do Gilberto Kassab, com o Kassab. É possível que a gente possa construir alguma coisa juntos, é bem possível”, afirmou o ex-presidiário ontem (19) a blogs de esquerda.

Silveira, por mais que esteja se aproximando do Planalto — inclusive sendo sondado para apresentar uma PEC do Executivo para tentar diminuir os preços dos combustíveis –, dificilmente conseguirá agir neste início sem a anuência de Pacheco e Kassab.

Outro ponto que dificulta a liderança bolsonarista nas mãos de um senador do PSD é que o partido de Kassab tem negociado com o PT em vários estados.

Como já registramos, também são cotados para a função de líder do governo Bolsonaro no Senado Marcos Rogério (DEM-RO), Márcio Bittar (PSL-AC), Carlos Viana (PSD-MG), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

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