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Queiroga: "Anvisa pode ter um posicionamento, e o Ministério da Saúde ter outro"

Em evento nesta terça-feira, o ministro comentou a possibilidade de adoção de um passaporte de vacinação contra a Covid no país
Queiroga: “Anvisa pode ter um posicionamento, e o Ministério da Saúde ter outro”
Reprodução/Tv Brasil Gov/YouTube

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (foto), afirmou nesta terça-feira (7) que o passaporte da vacina contra a Covid não deve ser um “salvo conduto” para que outras medidas sanitárias sejam deixadas de lado.

Ontem, o ministro do STF Luís Roberto Barroso deu 48 horas para o governo se manifestar sobre novas restrições sanitárias para pessoas que ingressarem no país.

“Não é questão de exigência, é questão de enfrentamento eficiente à pandemia e aumento da oferta de vacinas. Eu cito um exemplo, eu tomei as duas doses da vacina, tomei graças a Sistema Único de Saúde a terceira dose, fui para Nova York, testei positivo, fiquei em quarentena e hoje estou aqui. Então, a vacina não é o salvo conduto para que as pessoas andem por aí sem os outros cuidados, disse Queiroga, em evento em São Paulo.

A Anvisa vem defendendo, nas últimas semanas, que o Brasil exija comprovante de vacinação ou quarentena obrigatória para os passageiros que cheguem ao país. Há pouco, Jair Bolsonaro deu mais um de seus pitis, atacando a possibilidade de fechamento do espaço aéreo brasileiro.

Queiroga ressaltou que a autonomia sobre a obrigatoriedade do passaporte da vacinação é do governo federal apesar da recomendação da Anvisa

“A estratégia de testagem é muito importante e esse pensamento cabe ao governo federal fazer. E porque cabe ao governo federal? Porque é assim que determina a legislação brasileira. A Anvisa é um órgão regulatório, ela pode ter um posicionamento, o Ministério da Saúde, o Ministério das Relação Exteriores e o Ministério da Infraestrutura ter outro.”

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