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Qual é o significado do "silêncio sepulcral" no grupo do PP sobre Ricardo Barros

Até agora, ninguém do partido do líder do governo na Câmara saiu em defesa publicamente do correligionário no episódio da Covaxin
Qual é o significado do “silêncio sepulcral” no grupo do PP sobre Ricardo Barros
Foto: Reprodução do Twitter

Na noite da última sexta-feira (25), como noticiamos, o deputado Luis Miranda (DEM), em depoimento à CPI da Covid, revelou que Jair Bolsonaro citou o nome de Ricardo Barros (PP), líder do governo na Câmara, ao ser informado das denúncias de corrupção na compra da Covaxin — o presidente da República ainda não desmentiu a informação.

Desde então, há um “silêncio sepulcral” no grupo de mensagens da bancada do PP, segundo dois deputados ouvidos por O Antagonista.

“Ninguém tocou no assunto. Só conversas sobre o cotidiano legislativo. Vida seguindo normal”, disse um deles.

Nesse caso, o “silêncio sepulcral” tem um significado, uma vez que nem sequer deputados do partido mais alinhados ao governo quiseram prestar “solidariedade” a Barros, como é de praxe quando algum deles se envolve em confusão.

“O silêncio mostra o incômodo da bancada com a situação. É preciso lembrar que Arthur Lira e Ricardo Barros não são melhores amigos. E que o Barros tem uma forma de lidar com as pessoas que é muito difícil, ele é muito grosso. E tem mais: é pública e notória a ligação dele com laboratórios. Ninguém quis se meter nisso”, afirmou outro deputado da sigla.

Arthur Lira, presidente da Câmara e correligionário de Barros, não deu qualquer declaração pública sobre a situação até aqui. No sábado, em entrevista exclusiva a O Antagonista, Luis Miranda disse que Lira, ao saber da história da Covaxin, escreveu a ele: “Se tiver algo errado, detona”: releia aqui.

Já o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, foi ao Twitter ainda no fim de semana para atacar Miranda, sem entrar no mérito das denúncias feitas pelo deputado.

Líderes de outros partidos do Centrão, como noticiamos ontem, estão estimulando Barros a, se ele estiver seguro do não envolvimento em possíveis irregularidades, “ir para cima” de Miranda e usar o espaço na CPI no Senado para se justificar diante de Bolsonaro e de seus eleitores — é o que está tentando fazer.

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