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Polícia Civil do AM diz que Bruno Pereira "atrapalhava negócios" de assassinos

Declaração foi feita à site de notícias; investigadores estaduais mantém o caso em aberto, enquanto Polícia Federal diz que matadores agiram sem mandantes
Polícia Civil do AM diz que Bruno Pereira “atrapalhava negócios” de assassinos
Foto: Reprodução/redes sociais

O indigenista Bruno Pereira teria atrapalhado atividades ilegais de pesca feitas por seus assassinos na região, disseram investigadores da polícia civil à Agência Pública. As seguidas incursões para pesca em terras indígenas, interceptadas com a ajuda do indigenista, seriam o pano de fundo para o crime de repercussão internacional, ocorrido no último dia cinco.

“No meu entender, a motivação é dinheiro. O Bruno estava atrapalhando os negócios dos assassinos”, disse o investigador da Polícia Civil Joilnen David Morais da Rocha à reportagem. Bruno estava junto do repórter britânico Dom Phillips, também assassinado no local.

As investigações são comandadas pela Polícia Civil em Atalaia do Norte, município no oeste do estado onde ocorreu o crime. Os policiais argumentam que a chave para a elucidação do crime passa pela pesca em terras indígenas – o que é proibido por lei.

“Com o mesmo esforço, um pescador fatura cerca de cinco vezes a mais quando adentra a terra indígena”, disse o investigador à Pública.

Nesta segunda-feira (20), o Senado Federal aprovou a criação de uma comissão externa do Senado que acompanhará as investigações dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips. Já nesta quarta-feira (22), o ministro Anderson Torres será ouvido.

 

 

 

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