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Polarização em São Paulo acende alerta na campanha de candidato de Doria

Rodrigo Garcia, mesmo com a força da máquina, terá de furar a bolha da disputa entre os candidatos de Jair Bolsonaro e de Lula no estado
Polarização em São Paulo acende alerta na campanha de candidato de Doria
Foto: Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress

Rodrigo Garcia (PSDB), candidato de João Doria ao governo de São Paulo, já foi alertado de que a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, no cenário de hoje, tende a repetir a polarização nacional entre Lula e Jair Bolsonaro.

Ontem, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, confirmou filiação ao Republicanos para concorrer ao governo do maior colégio eleitoral do país. Tarcísio será apoiado diretamente pelo presidente da República, mas poderá conquistar um eleitorado mais ao centro e já largará com a simpatia de setores do empresariado que o consideram “um bom quadro técnico” do governo federal.

Na esquerda, Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB) batem cabeça e ainda tentam chegar a um acordo, mas ambos estão bem posicionados nas pesquisas. A candidatura de um deles — ou dos dois — certamente vai puxar os votos lulistas no estado, que giram em torno de 35% do eleitorado, segundo os levantamentos mais recentes.

Como mostramos, o PSDB, de Garcia (foto), e o União Brasil lançariam José Luiz Datena como pré-candidato ao Senado na mesma coligação somente na semana que vem, mas a decisão foi antecipada para ontem, para, entre outros motivos, coincidir com o anúncio de Tarcísio.

“Ainda falta muito tempo para a eleição, mas o Garcia vai ter que remar muito, porque a tendência é também polarizar em São Paulo. Vai ser uma eleição com o fígado, sem racionalidade. Lulistas vão de Haddad ou França, bolsonaristas vão de Tarcísio”, disse a O Antagonista, em reservado, um aliado do pré-candidato tucano.

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