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PF abre investigação por suspeita de interferência em operação contra Milton Ribeiro

Corporação cita "boatos de interferência na execução da operação"; delegado reclama que policiais não cumpriram ordem de levar ex-ministro a aeroporto
PF abre investigação por suspeita de interferência em operação contra Milton Ribeiro
Foto: Adriano Machado/Crusoé

A Polícia Federal informou, em nota, a abertura de “procedimento apuratório para verificar a eventual ocorrência de interferência” na Operação Acesso Pago, que levou à prisão ontem do ex-ministro Milton Ribeiro — hoje ele foi solto por decisão do TRF-1.

O comunicado não detalha as razões, apenas cita “boatos de possível interferência na execução da operação” e diz que o objetivo da apuração é “garantir a autonomia e a independência funcional do delegado de Polícia Federal, conforme garante a Lei nº 12.830/2013”.

“Informamos que foi determinada a instauração de procedimento apuratório para verificar a eventual ocorrência de interferência, buscando o total esclarecimento dos fatos.”

Segundo a Folha, o delegado Bruno Calandrini enviou mensagem aos colegas alegando “interferência na condução da investigação”, que teria sido prejudicada em razão de tratamento diferenciado dado pela polícia ao ex-ministro.

Ele reclama que a PF em SP descumpriu orientação para levar Ribeiro ao aeroporto, garantindo sua transferência para Brasília. Em vez disso, o ex-ministro foi conduzido à Superintendência em São Paulo.

“O deslocamento de Milton para a carceragem da PF em SP é demonstração de interferência na condução da investigação, por isso, afirmo não ter autonomia investigativa e administrativa para conduzir o inquérito policial deste caso com independência e segurança institucional”, diz trecho da mensagem.

Segundo Calandrini, não há “autonomia investigativa para conduzir o inquérito deste caso com independência e segurança institucional”.

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