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Perfis de bolsonaristas nas redes sociais só foram suspensos depois de ameaça de multa

A ordem de suspensão dos perfis dos investigados no inquérito das fake news tem dois meses. Mas foi cumprida só hoje porque o ministro Alexandre de Moraes disse ontem que, se as contas não fossem suspensas em 24 horas, Twitter e Facebook pagariam multa diária de R$ 20 mil cada.

No despacho, Alexandre disse que, embora sua decisão de maio tivesse sido “clara e objetiva”, os perfis dos investigados continuavam no ar.

“Considerando-se a necessidade do correto cumprimento da ordem judicial de bloqueio de perfis utilizados pelos investigados nestes autos, evitando-se que continuem a ser utilizados como instrumento do cometimento de possíveis condutas criminosas apuradas nestes autos, e afastando-se eventual recusa de cumprimento por impossibilidade técnica”, escreveu o ministro.

As empresas vinham alegando dificuldades técnicas para cumprir a ordem, porque o Supremo só enviou os nomes e CPFs dos envolvidos, mas não os endereços dos perfis e as @ usadas por eles.

No despacho de ontem, o ministro relacionou todos os links para os perfis de todos os atingidos. Foram 16 perfis no Twitter e 12, no Facebook.

Em nota, a defesa de Bernardo Küster, um dos que tiveram as contas bloqueadas, chamou a decisão de Alexandre de Moraes de “censura, calando e intimidando as atividades desempenhadas pelo jornalista”. A nota fala também em “inconformismo” com a decisão e diz que “todas as medidas cabíveis serão tomadas dentro e fora do país”.

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