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Pedro Guimarães já era acusado de assédio antes de assumir a Caixa, diz jornal

Segundo O Globo, as acusações datam de até 20 anos e se referem a pelo menos dois bancos diferentes para os quais ele trabalhou
Pedro Guimarães já era acusado de assédio antes de assumir a Caixa, diz jornal
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante cerimônia de posse aos presidentes dos bancos públicos.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães (foto), que deve cair ainda hoje após série de denúncias de assédio sexual revelada na terça-feira (28), já era acusado de comportamento semelhante muito antes de assumir a estatal.

Segundo O Globo, Guimarães foi acusado de assédio sexual em pelo menos dois bancos para os quais trabalhou, o Santander e o BTG.

Essas denúncias datam de até cerca de 20 anos.

No banco espanhol, segundo funcionárias, Guimarães puxava o cabelo das colegas rotineiramente e forçava gestos de intimidade não-compatíveis à atividade profissional.

Ele também teria tentado beijar à força uma colega durante uma festa de final de ano.

No banco de investimento brasileiro, para onde foi logo após sair do Santander, em 2004, e permaneceu até cerca de 2010, funcionárias e funcionários relatam casos de assédio sexual e moral.

Guimarães saiu tanto do Santander quanto do BTG por demissão, mas, segundo executivos dos dois bancos, as acusações específicas de assédio sexual não foram determinantes.

Um executivo do BTG não-identificado pelo Globo disse, porém, que Guimarães foi demitido “por causa das doideiras todas”.

O jornal também destaca que, quando assumiu a Caixa, em 2019, o executivo já era conhecido como “Pedro Maluco”.

Em nota ao site, a defesa de Guimarães disse que “não é verdadeira a afirmação que Pedro Guimarães foi demitido dos Bancos Santander e BTG por assédio”.

“Pedro sempre deixou as instituições que trabalhou pela porta da frente e nunca respondeu internamente qualquer sindicância por qualquer acusação, muito menos de assédio”, afirmou o advogado José Luis Oliveira Lima.

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