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“Passamos de siga o dinheiro para siga a caneta”

Em entrevista a O Globo, o ex-coordenador-geral da Interpol no Brasil, Jorge Pontes, explicou por que não se deve chamar de “marginal” um criminoso que se utiliza do Estado para roubar.

“O sujeito está com a caneta, tem salário pago por nós, carro oficial, gabinete, tudo pago com nosso salário, e usa isso para ganhar dinheiro por fora. Ele está à margem de quê? Esse cara está dentro. Ele não é ‘marginal’, ele é ‘nuclear’”, afirmou.

“Passamos de siga o dinheiro para siga a caneta. A Lava-Jato mostrou isso. Começou pegando doleiro, operador financeiro. Depois chegou a gestor da Petrobras, ao senador que o indicou. No fim, acabou chegando ao presidente e ao ministro da Casa Civil, que é quem leva a caneta para o presidente assinar.”

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