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Para petistas, "é hora de Lula continuar jogando parado"

Reconhecendo que há uma longa e arrastada campanha pela frente, aliados defendem que o ex-presidente tem de evitar "movimentos bruscos"
Para petistas, “é hora de Lula continuar jogando parado”
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Petistas comemoraram a primeira pesquisa de 2022 sobre a corrida presidencial, divulgada nesta quarta-feira (12). Integrantes da executiva nacional do partido, porém, falam em cautela e querem evitar o clima de ‘já ganhou’ no entorno de Lula.

Como mostramos mais cedo, a pesquisa da Quaest não trouxe novidades em relação aos últimos levantamentos: Lula (45%) e Jair Bolsonaro (23%) lideram as intenções de voto, com Sergio Moro (9%) em terceiro. Em seguida, aparecem Ciro Gomes (5%), João Doria (3%) e Simone Tebet (1%).

Na cúpula do PT, a avaliação é a de que está se formando o que um petista chamou de “tempestade perfeita”: enfraquecimento do antipetismo, menor rejeição ao nome de Lula e fortalecimento do antibolsonarismo.

Por outro lado, a turma da “velha guarda” do partido encara com precaução o fato de Lula liderar as pesquisas a tanto tempo das eleições, marcadas para 2 de outubro. Eles lembram que a campanha ainda não começou para valer, havendo um longo caminho pela frente.

O PT defende que Lula continue “jogando parado” o máximo de tempo possível – uma tática para a qual este site já havia alertado ainda em junho do ano passado. Na executiva nacional petista, o entendimento é o de que “movimentos bruscos” ou discussões de temas considerados polêmicos atrapalhariam os planos do ex-presidiário de retomar o Palácio do Planalto.

Petistas da ala mais pragmática da sigla não gostaram, por exemplo, de Lula ter escancarado sua intenção de revogar a reforma trabalhista. Apesar de, claro, ser justamente esse o projeto econômico da turma, avalia-se que manifestações públicas como essa interferem, por exemplo, nas negociações para a composição de chapa com o ex-tucano Geraldo Alckmin.

Um integrante da executiva disse:

“Lula só precisa jogar em cima do erro dos adversários. É como uma corrida de Fórmula 1 na qual o líder está 10 segundos à frente do segundo colocado: ele só precisa seguir a tática do segundo para não levar um ‘undercut’ (inversão de posição após paradas de box).”

 

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