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Para evitar greves, líder do governo defende que nenhum servidor tenha aumento em 2022

Ao tentar privilegiar base, Jair Bolsonaro comprou briga com os demais funcionários públicos que prometem uma série de protestos este ano
Para evitar greves, líder do governo defende que nenhum servidor tenha aumento em 2022
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), defendeu hoje que nenhum servidor público tenha aumento salarial em 2022 como forma de conter o movimento grevista que está sendo articulado por várias categorias do funcionalismo público.

Como mostramos hoje pela manhã, ao tentar privilegiar a sua base de apoio político com a promessa de aumento salarial, Jair Bolsonaro comprou briga com os demais servidores públicos que prometem uma série de protestos ao longo do ano de 2022.

Por determinação do presidente da República, o relator-geral do Orçamento, o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), reservou R$ 1,79 bilhão, em 2022 e em 2023, para, em tese, conceder reajustes a policiais federais, policiais rodoviários federais e integrantes da Força Nacional. O problema é que as demais categorias agora também querem reajuste e já partem da seguinte premissa: ou todos ganham ou ninguém será beneficiado.

O líder do governo também parte desse raciocínio. Ele defende que a solução para conter um eventual movimento grevista é recuar em relação ao aumento para os policiais. “[O ideal] é não dar nada a ninguém”, disse Barros (foto) à Folha.

A equipe econômica do governo federal também é contra a concessão de aumentos, inclusive para os policiais como determinou o presidente da República.

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