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Pacheco confirma novo tom do Congresso em relação ao governo e defende "mobilização como nunca" contra a Covid

Pacheco confirma novo tom do Congresso em relação ao governo e defende “mobilização como nunca” contra a Covid
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Antagonista perguntou a Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, se o Congresso subiu o tom ao cobrar, nos últimos dias, uma postura mais firme do governo de Jair Bolsonaro no combate à pandemia da Covid.

Ele respondeu assim:

“Os números de mortos desta semana chocaram muito a nação e, de fato, há uma mobilização como nunca antes para darmos uma solução a esse problema.”

Mais cedo, como registramos, Pacheco foi ao Twitter dizer que “a situação crítica exige a coordenação do presidente da República” e defendeu que é preciso “agir o mais rapidamente possível”.

Perguntamos a Pacheco, em conversa exclusiva, se a não nomeação da médica Ludhmila Hajjar no lugar de Eduardo Pazuello pode ser encarada como uma “derrota do Congresso”, o que poderia justificar essa mudança de tom com o Executivo.

“Absolutamente não. Eu não participei em momento algum de indicação de nome. Não há perda alguma. É uma opção do presidente.”

Com a recente aprovação do projeto que autoriza estados, municípios e empresas privadas a comprarem vacinas — de autoria do próprio Pacheco, inclusive — e a volta do auxílio emergencial, questionamos o senador de Minas Gerais sobre o quê mais, de concreto, o Congresso poderá fazer no curto prazo.

“Produção legislativa, fiscalização do Executivo, acompanhamento das ações com a comissão própria que criamos e o estabelecimento de um diálogo efetivo e eficaz que culmine em ações concretas.”

“O senhor não fala na CPI da Covid. Ela está mesmo enterrada, então?”, provocamos.

Ela está pendente da apreciação pela Presidência do Senado, respondeu Pacheco, sem definir prazo.

Também quisemos saber de Pacheco se ele acredita em mudança na condução da pandemia, uma vez que o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que “a política é do governo Bolsonaro, não do ministro da Saúde”.

“Eu não vi o contexto da fala dele. Não gostaria de comentar.”

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