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Os planos de Sachsida para a Petrobras

Ideia é dar mais previsibilidade ao consumidor, que não sofreria tanto com a variação internacional do barril. No Planalto, medida é vista como "a possível"
Os planos de Sachsida para a Petrobras
(Brasília - DF, 08/04/2020) Palavras de Adolfo Sachsida, Secretário de Política Econômica. Foto: Anderson Riedel/PR

O novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, tem um projeto para ampliar em até 100 dias o prazo entre reajustes pela Petrobras. A ideia é dar mais previsibilidade ao consumidor, que não sofreria tanto com a variação internacional do barril. No Palácio do Planalto, a medida é considerada “a possível no curto prazo”.

Envolvido na aprovação da capitalização da Eletrobras, que está na pauta de amanhã do TCU, Sachsida só deve ter sua primeira reunião com José Mauro Ferreira Coelho, atual presidente da Petrobras, na semana que vem. Qualquer mudança na política de preços da companhia, porém, precisa ser submetida à aprovação interna.

Caso encontre resistência da atual direção, o ministro deve trabalhar por uma mudança mais profunda, que pode incluir a troca do presidente da Petrobras, de integrantes do conselho de administração e diretorias (executiva, financeira, relações institucionais e tecnologia).

“As trocas dos presidentes não foram suficientes, pois o ministro era o mesmo. Agora, será diferente”, disse a O Antagonista um assessor palaciano. Segundo essa fonte, a mudança no prazo de reajuste é uma “solução a curto prazo, com impacto mínimo na política de paridade de preços e no resultado da companhia” — e com evidentes ganhos políticos para Jair Bolsonaro.

A agenda econômica está no topo das preocupações do eleitor, segundo pesquisas divulgadas nas últimas semanas, com destaque para a inflação e o desemprego.

Tutelado pelo consórcio formado por militares e integrantes do Centrão, Jair Bolsonaro percebeu que precisa mais do que nunca de Paulo Guedes e resolveu dar “carta branca” a Sachsida, como disse no domingo.

“Se observarmos nos últimos meses, tivemos variações no preço do barril, de 90 para 125 em apenas 15 dias, depois caiu para 98 e 10 dias depois já estava em 113. Às vezes sobe e outras cai. É preciso dar mais segurança para o consumidor final, inclusive aqueles que trabalham na logística do país.”

Na lógica da nova gestão, há outro componente fundamental: a guerra na Ucrânia vem provocando uma realocação de portfólio de investimentos no mundo. Para um integrante da equipe econômica, trata-se de uma oportunidade única para o Brasil se mostrar como “porto seguro dos investidores”. “Atraindo investimentos, o dólar baixa e o combustível também.”

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