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Onde não há terceira via

Onde não há terceira via
Foto: Antonio Augusto/ASCOM/TSE

Os diálogos para a construção de um nome capaz de derrotar Lula e Jair Bolsonaro em 2022 estão restritos à corrida presidencial. Enquanto esse cenário não se define, MDB, PSD, PSDB, DEM, PSL e outros partidos ligados ao ‘centro democrático’ trabalham para eleger grandes bancadas no Congresso Nacional e governadores.

“Como não há definição do quadro nacional, é prematuro o partido tomar uma linha de conduta para candidato A, B ou C”, afirma Júnior Bozzella, vice-presidente do PSL.

Segundo ele, o partido hoje está focado “em construir as candidaturas nos estados, onde houver candidatos competitivos ao governo, mas fortalecendo o escopo principal que é a eleição de deputados federais”.

No MDB, diz um interlocutor de Baleia Rossi, o objetivo também é “eleger deputados”. Dias atrás, a executiva nacional do partido se reuniu para discutir estratégias e resolver alguns nós nos estados, como em Minas Gerais, onde a costura para o governo local se dá em torno dos nomes: de Romeu Zema e Alexandre Kalil.

Gilberto Kassab, que publicamente fala em priorizar uma candidatura própria do PSD, nos bastidores se dedica a montar os palanques estaduais. Dias atrás, o cacique almoçou com Baleia Rossi e representantes do PT, do PCdoB e outras legendas de esquerda para unir forças contra a ‘PEC do Distritão’, que acaba com as eleições proporcionais.

Pelo projeto, cada estado ou município vira um distrito eleitoral e os candidatos mais votados são eleitos, não importando a quantidade de votos recebidos pelas legendas — o que tende a enfraquecer os partidos e seus caciques.

Essas articulações nos estados, como já mostramos, também pautam boa parte das discussões da CPI da Covid, considerando que 14 dos 18 integrantes, como O Antagonista noticiou, têm interesses em seus redutos eleitorais.

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