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O suspense do PT e a tentativa de acordão de Ciro Nogueira

O suspense do PT e a tentativa de acordão de Ciro Nogueira
Foto: Rodrigo Freitas/O Antagonista

Continua a novela para a escolha do candidato do grupo de Rodrigo Maia na disputa pela presidência da Câmara.

Na semana passada, Baleia Rossi, o presidente nacional do MDB, se tornou o grande favorito. O deputado chegou a dizer a alguns colegas que seu nome seria anunciado.

Mas, de lá para cá, a esquerda oficializou a entrada no bloco de Maia e começou a cobrar compromissos do atual presidente da Câmara.

Junto com essas cobranças, os partidos de esquerda, principalmente o PT, que tem a maior bancada, com 54 deputados, quiseram interferir diretamente na escolha do candidato.

O preferido dos petistas é Aguinaldo Ribeiro (PP), que foi ministro das Cidades de Dilma Rousseff. Aguinaldo é do mesmo partido de Arthur Lira, adversário de Rodrigo Maia que está com sua candidatura consolidada. Para tentar resolver esse impasse, há a possibilidade de Aguinaldo migrar para o PSL. A esquerda pode anunciar nas próximas horas a decisão de apoiar o grupo de Maia somente se o candidato for Aguinaldo.

O “PT raiz”, sobretudo a ala paulista do partido, se movimentou de ontem para hoje para tentar melar de vez a candidatura de Baleia Rossi, que é do MDB de Michel Temer, o vice que assumiu o Planalto após o impeachment de Dilma.

Foram os petistas de São Paulo que costuraram as declarações de Dilma contra Baleia, vendido por ele como “plano B de Bolsonaro”. Esse grupo passou a resistir à candidatura de Baleia também pelo fato de ele ser próximo a João Doria (PSDB).

Enquanto isso, o senador Ciro Nogueira, o lulista que se transformou em bolsonarista, presidente nacional do PP, tenta, nos bastidores, um acordão para unir o Centrão e tornar a candidatura de Arthur Lira a única do grupo político, isolando o PT e o restante da esquerda.

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